Na Constituição Federal de 1988, assim como consta o direito universal e igualitário do cidadão à saúde, se estabelece o direito a um meio ambiente equilibrado, com condições de saneamento básico, moradia e água potável condizentes com uma vida digna e com a saúde socioambiental.

Ao passo que limites de orçamento impossibilitam o Estado de custear todos os direitos do cidadão a partir de políticas públicas e, por outro lado, a população avança em ações de forte impacto negativo sobre o ambiente, distorções deste equilíbrio são identificadas, fazendo do tema – que já alarma o mundo em diversos aspectos – também uma questão de saúde pública.

A exposição a fatores ambientais e seu impacto sobre a saúde motivaram a Organização Mundial de Saúde, na década de 1990, a estimular a criação de organismos que tivessem na relação do meio ambiente com a saúde sua preocupação central. Sucessivas reuniões internacionais entre instituições de pesquisa proporcionaram o desenvolvimento de um marco teórico de análise da causalidade dos efeitos do meio ambiente sobre a saúde e hoje a intersetorialidade se apresenta como principal alternativa na elaboração de políticas públicas de saúde ambiental. É do estudo da relação do homem com o meio ambiente que nascem os subsídios de definição de estratégias de prevenção e controle de doenças e agravos.

Neste contexto, temas como sustentabilidade e saúde, economia verde e saúde, governança em saúde e meio ambiente para o desenvolvimento sustentável, presentes, por exemplo, no documento Saúde na Rio+20: Desenvolvimento Sustentável, Ambiente e Saúde, tornam-se recorrentes em fóruns de debate e trocas de conhecimento de diversos setores da sociedade, cada vez mais articulados para fazer valer a máxima já idealizada na Lei brasileira.

  • Dossiê sobre agrotóxicos

    Programa Sala de Convidados, do Canal Saúde, debate a nova edição do "Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde", lançada em abril de 2015

  • Agrotóxicos

    Pesquisadores debatem os impactos do modelo de produção agrícola com o uso de agrotóxicos para o meio ambiente e a saúde pública

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Agronegócio

Capa da Revista Poli, ilustrada com imagens de uma região de cerrado, com tratores e representantes de comunidades e povos tradicionais

Revista discute os impactos do agronegócio, com matéria sobre Matopiba, região que tem sido objeto da resistência de comunidades que lutam pela sobrevivência do cerrado

Observatório

Segundo a Organização Mundial de Saúde, até 2030, as consequências das mudanças climáticas provocarão gastos com saúde de US$ 4 bilhões por ano. Leia mais em matéria sobre o Observatório Nacional do Clima e Saúde

Operação Carne Fraca

Anvisa publica nota sobre suas atribuições na fiscalização de alimentos no Brasil e esclarece os limites de sua intervenção sobre a comercialização de carnes

Atlas

Capa da publicação com globo terrestre e o título "Atlas: de desenvolvimento sustentável e saúde"

A Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil publicou o Atlas de Desenvolvimento Sustentável e Saúde, elaborado com o objetivo de analisar indicadores das dimensões econômica, social e ambiental de 1991 a 2010

Manifesto

Entidades acadêmicas, associações profissionais e movimentos sociais de diversas áreas de atuação divulgam manifesto em apoio às vítimas da tragédia provocada pela Samarco, em Mariana (MG)

Livro

Capa do livro Atuação do Setor Saúde frente a Situações de Seca

'Atuação do Setor Saúde Frente a Situações de Seca' é o terceiro livro da série Desenvolvimento Sustentável e Saúde: apresenta medidas para reduzir e eliminar impactos ambientais de secas sobre a saúde das populações

Agrotóxicos I

Produzida pelo Icict/Fiocruz, série de reportagens "Agrotóxicos: a história por trás dos números" discute o consumo de produtos químicos nas lavouras do Brasil e os impactos para o meio ambiente e saúde