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Foto do Sérgio Arouca na 8º Conferência Nacional de Saúde

A organização da 15ª Conferência Nacional de Saúde já vem sendo pensada. A edição será realizada em 2015 no Distrito Federal e reunirá milhares de delegados vindos de todos os estados do País. Os objetivos são avaliar a situação da saúde, propor condições de acesso, acolhimento, definir diretrizes e prioridades para as políticas de saúde e fortalecer o controle social no SUS. A conferência foi criada em 1941 durante o governo Getúlio Vargas. Seu objetivo inicial era o de promover o entendimento do Ministério da Educação e Saúde com os governos estaduais, porém, na medida em que a redemocratização do país acontecia, o evento foi se consolidando como o mais importante espaço de discussão, controle social e planejamento de políticas públicas no setor.

Por Claudio Oliveira (Icict/Fiocruz)

"O Estado subfinancia o SUS quando subvenciona, com dinheiro público, os planos privados e, assim, impede que haja uma reforma democrática e administrativa para gerenciar com eficácia os recursos para a saúde". A fala é de Nelson Rodrigues dos Santos, presidente do Instituto de Direito Sanitário Aplicado da Unicamp. "Ainda somos um país muito desigual. E o SUS, pela sua própria natureza, é inclusivo. As pessoas podem acessar os serviços públicos de saúde independentemente dos seus níveis de renda. Isso é uma novidade em relação aos outros países com o mesmo tamanho que o Brasil", explica Carlos Octávio Ocké-Reis, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A saúde não é uma luta isolada das outras lutas.

Equipe PenseSUS
Foto de Anamaria Tambellini, entrevistada pelo PenseSUS

Foi lançada, durante o 6º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, em novembro de 2013, a Comissão da Verdade da Reforma Sanitária. Seu objetivo é registrar a repressão política aos trabalhadores da saúde, durante a última ditadura militar no país, de 1964 a 1985.

Por Vivi Fernandes de Lima
Detalhe de dedo apertando botão vermelho com uma caveira, indicando uma escolha

Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que estes números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar este tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.

Por Adriana Martins

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